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Bovespa amarga maior queda em 10 anos: 11,39%

 

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Mercados tiveram alívio apenas momentâneo e voltam a tremer com as notícias da economia real (Foto: Futura Press)

Bovespa despencou ontem novamente com as expectativas da repercussão de recessão mundial nas economias

São Paulo. Os reflexos da crise na economia real, surgindo aos poucos por meio de balanços de empresas e de indicadores sobre a atividade econômica, afetaram as bolsas de valores em todo o mundo ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi forçada, pela terceira vez no mês, a paralisar o pregão as 14h25 por meia hora após o seu principal índice, o Ibovespa, despencar 10%, batendo depois a mínima de 14,81%, muito perto de parar os negócios novamente. No fim, perdeu 11,39%, aos 36.833,02 pontos, na maior queda porcentual em 10 anos.

A apenas 40 minutos de fechar o pregão, a Bovespa fez os investidores prenderem a respiração, diante da possibilidade de que o Ibovespa atingisse uma queda de 15% e assim a Bolsa acionasse novamente no dia o mecanismo de ´circuit breaker´. O fôlego só foi retomado quando o relógio marcou 17 horas - por questão do regimento da bolsa, o mecanismo não é acionado na última meia hora de negociação, que hoje encerrou, excepcionalmente, às 17h30. Ainda assim, o Ibovespa registrou a maior perda porcentual desde 10 de setembro de 1998, quando caiu 15,8%. ´Não há boas notícias para a Bolsa no Brasil´, disse o estrategista-chefe para América Latina do Barclays em Nova York, Paulo Hermanny. De acordo com ele, apesar da correção de baixa muito forte pela qual as ações brasileiras passaram, há um cenário de recessão nos Estados Unidos e no mundo, previsão de menor crescimento no Brasil, de commodities com preços mais baixos.

Mesmo após o Banco Central (BC) vender US$ 1 bilhão com compromisso de recompra em 15 de janeiro de 2009 e mais US$ 1,282 bilhão em swap cambial, o dólar não parou de subir. No mercado à vista de balcão, o pronto atingiu as máximas do dia à tarde, em alta de 4,28%, a R$ 2,192.

No fechamento, após cair 9,40% nas duas sessões anteriores, o pronto subiu 3,39%, a R$ 2,163 na roda da BM&F e 3%, a R$ 2,165 no balcão. O pessimismo do mercado foi realimentado ontem por novos indicadores negativos dos EUA. As vendas no varejo norte-americano caíram 1,2% em setembro em relação a agosto, registrando a terceira queda consecutiva e o maior declínio desde agosto de 2005.

O dado das vendas em agosto ante julho foi revisado para declínio de 0,4%, ante queda de 0,3% anteriormente.

O núcleo do índice de inflação ao produtor (PPI) nos EUA, que exclui alimentos e energia, também veio pior do que o espero: subiu 0,4% em setembro em comparação com agosto, acima da previsão média de analistas, de alta de 0,2%. Frente a setembro de 2007, a alta foi de 4%, a maior taxa anual desde fevereiro de 1991. O PPI cheio caiu 0,4% em setembro nos EUA, em linha com a média das previsões de analistas.


Do Melhor Linkk | del.icio.us

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